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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Procura-se ser misterioso, o "chefe", ou melhor dizendo "o nosso primeiro".

Ontem foi entrevistado o nosso primeiro ministro por Miguel Sousa Tavares. Não o "chefe" nem o "nosso primeiro", esse não sabemos quem é, talvez Don  Sebastião , talvez um Chefe de Cozinha , ou ...um Chefe qualquer travestido de homem sombra . O "nosso primeiro" talvez seja o lider do campeonato, isto é o clube que vai em "primeiro" lugar, sabe-se lá o Benfica, ou quiçá o Porto. Bem me parecia que Pinto da Costa era poderoso.Talvez seja ele o chefe, a que se referem os escutados Que eles obedecem e  amam o "chefe"  isso é uma verdade absoluta.
Não sei é se o amor é correspondido....Quem defende agora estes senhores escutados? Ninguém.
Seduzidos e abandonados . Talvez revoltados. Não tem chefe à altura.


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sábado, 20 de fevereiro de 2010

A desgraça da Madeira.

Num país de muitas universidades públicas e privadas, muitos cursos de engenharias várias como a de ambiente , do território, etc, o que acontece quando há uma carga de chuva maior? ...a desgraça... mortes...e tudo se evitaria se os políticos chamassem para o pé de si quem tem conhecimento técnico e cientifico , e não os outros, incompetentes por certo, porque deixaram construir em qualquer lado e de qualquer jeito, sem qualquer preocupação com possíveis catástrofes ambientais.
Esta é uma óptima altura para avaliação do valor dos políticos.
Para além das muitas mortes, o que isto tudo vai custar em reconstrução!!! Mas as vidas perdidas não tem preço, e os mortos já  não estão aqui, para clamar justiça....
Cabe aos vivos exigir  uma outra maneira de gerir o território .E ssa é também uma forma digna de homenagear os mortos...


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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Amordaçados de hoje.

Quando se deu o 25 de Abril , emocionei-me com o instaurar da liberdade em Portugal, da mesma forma aconteceu aos que me eram próximos e à maioria do povo português.
Antes do 25 de Abril de 1974, as conversas que podiam incomodar pides e seus amigos, delactores e informadores  vários, enfim todos os colaboradores  do fascismo e versão suave "Primavera Marcelista" , obrigavam-nos a susurrar, a falar às escondidas. Às claras eramos uns amordaçados. Era um risco falar em voz alta e dizermos o que realmente pensávamos, pois podíamos ser presos. E muitos foram , perderam a vida, foram torturados, perderam o direito a uma vida normal.

Passados 36 anos da instauração da liberdade, não acho normal que um primeiro ministro e seus colaboradores tentem influenciar a expressão livre dos jornalistas. E muito menos que um Procurador Geral da Républica ache isso normal. Por uma razão muito simples:

Eles deveriam fazer tudo para defender a democracia e a liberdade de expressão, e não o contrário.


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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"Olha como ela se move"

"Olha como ela se move" dizia um italiano a frugir a sete pés da terra , que de tanta água da chuva, deslizava, deixando desconcertada a colina , que no carnaval se decidiu transformar em terra achatada, ou mais ou menos plana, isto é sem elevação. Um espectáculo visual, .....porque não houve mortos, apenas gente a fugir a sete pés. Antes fosse assim um terramoto....


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Pequeno ou grande? O tamanho não interessa....


Técnica mista
32cm x 24cm
2008
"Inverno lamacento"



Lembro-me como se fosse hoje: Uma pessoa, ( uma "colega" ) que eu nunca mais vi na minha vida, e que estava num júri de avaliação dos meus trabalhos ( houve uma fase nas Belas -Artes no período pós 25 de Abril, em que um aluno - ou mais - já não me lembro, faziam parte do júri de avaliação dos outros alunos, em conjunto com os professores - e eu não gostei disso, não sei se essa moda continua ), justificou-me assim a minha nota: o teu trabalho tem qualidade mas é de pequeno formato, se tivesses feito a mesma coisa em grandes dimensões terias melhor nota. Pfffffffff...., que coisa mais estúpida , pensei eu e ainda assim penso hoje, sobre isso. Desabafei hoje sobre isso , que bom.

Passados mais de trinta anos continuo em busca do meu mundo ficcional em tamanho pequeno. Faço também telas grandes, mas a busca estética em pequeno formato é indispensável.


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O meu Kaku no Carnaval de Loures. Criatura de Sued.



Técnica mista-2008
28,5cm x 22cm
"O meu Kaku"


Parece que o meu cão se vestiu para o Carnaval, mas não, apenas o preenchi com toda a ternura que por ele sinto.È meu protegido porque me ama incondicionalmente e fielmente.Ora bem, foi assim que eu o senti , transformando o sentimento desse momento em imagem plástica. A técnica por si só não faz sentido, só faz sentido na medida em que se vai transformando, crescendo com o artista e em função da sua evolução como ser humano e criador.Creio que eu tenho evoluído ao longo do tempo, e isso deixa-me satisfeita.
 Deus criou o mundo, o artista cria a arte em comunhão com a vida . Bom apenas meti ali "Deus criou o mundo" porque muita gente o diz, embora eu não seja pessoa de simplificar o meu raciocínio,dizendo coisas dessas,  sei que é muito dificil ou quase impossível para a inteligência humana explicar porque é que o mundo, melhor o Universo existe ,quando começou a existir e o que o fez começar a existir , talvez me saiba bem, chamar a toda essa minha gigantesca ignorância Deus. Ou Sued .Tenho lido coisas sobre os buracos negros, o big-bang , energia libertada por confronto de partículas, etc,... mas tendo eu dentro da minha cabeça a noção do nada ( a morte dá uma ajuda neste conceito), é mais fácil de aceitar que a existência do mundo é mais complicada de compreender que a não existência, sendo que se o mundo não existisse era tudo mais simples. Se ele não existisse eu também não existiria e aí toda a angústia desapareceria , ou melhor nunca sequer começaria.


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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

C.S.S.A. : Carnaval Saloio Sexy Apolítico

Um Carnaval com restrições parece ser o de Loures, ora vejamos porquê: o seu presidente , não o da Câmara mas o do Carnaval, disse agora em entrevista ao programa das manhãs da TVI , em resposta a Manuel Luís Goucha ( profissional que muito admiro) que no Carnaval de Loures não se fala de política, portanto, concluo eu, os criativos do Carnaval de Loures só podem desenvolver a imaginação dentro de certos limites. Já para se mostrarem as maminhas e rabinhos das brasileiras, em Loures não há limites. Quem quiser ver mulheres quase nuas, com pele de galinha, a sambar no frio gelado daqui , nortadas e chuva à mistura é vir a Loures assistir a um verdadeiro Carnaval mascarado de Carnaval Apolítico mas muito “Sexy à moda do Brasil”, perdão Saloio Sexy Apolítico, Trapalhão Sexy Apolítico, sem picante , isto é sem piadas políticas , isto é com restrições .Antes do 25 de Abril não havia liberdade temos que continuar essa tradição aqui em Loures, porque esta é uma terra de tradição !!!!!!!


Salazar teria adorado ver regressar o uso de censura, no Carnaval de Loures!

Bem me parecia que esta era uma terra de restrições!




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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Insuportável.

Será que foi apenas um sussurro, uma troca de sílabas , uma dicção atrapalhada, será que ouvi  mesmo no rádio, aquilo que não quero acreditar que possa ser mesmo verdade , porque a sê-lo , pffff...ficarei triste.....não saberei quem admirar no meu país....desconfiarei de tudo e todos e assim será  insuportável a ideia daquilo em que este país se transformou.Não pode ser verdade que Figo aceitou dinheiro para participar na campanha do PS, não pode ser verdade que artistas aceitaram dinheiro para participarem na mesma campanha. Desmintam por favor, é que a ideia deste país , assim , fica insuportável.


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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Reflexões do "oculto".

Amor é ...

....um sentimento,
um momento partilhado,
uma pausa no caos .
Amor não sou eu, nem tu,
mas uma ponte entre nós.



Mudando , ou talvez não, de assunto?

Será que os poderes em  Portugal, amam   o seu povo?
Que pontes fazem eles com o povo?


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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Uma tarde com sentido, a ver "A cidade".

Fui noutro dia ver a peça "A cidade" ao S.Luís, em Lisboa. Uma peça que nos prende do principio ao fim, mesmo sendo de beleza contida. Dá para  rir, sorrir, pensar e nunca esquecer.Aristófanes escreveu os textos, que deram origem a esta peça, há milhares de anos, mas os  problemas  da cidade , são no fundo semelhantes, e tanto ontem como hoje tentámos ser felizes e resolver os problemas da cidade, mas nem sempre conseguimos pois não é nada fácil. Aconselho vivamente . É bom ir ao teatro de vez em quando ver actores de carne e osso!Se não é!
Parabéns e obrigada Cornucópia , por uma tarde com sentido.

Teatro Municipal de S. Luiz, Sala Principal.

De 14 de Janeiro a 14 de Fevereiro de 2010.
Quarta a sábado às 21H00. Domingos às 16H00.
Sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa: 31 Janeiro às 16h00.
Tradução Maria de Fátima Sousa e Silva e Custódio Magueijo
Adaptação e colagem Luis Miguel Cintra
Encenação Luis Miguel Cintra
Cenário e Figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção
Música Eurico Carrapatoso
Colaboração musical João Paulo Santos
Acompanhamento Vocal Luís Madureira
Elenco Bruno Nogueira, Carolina Villaverde Rosado, Dinarte Branco, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Gonçalo Waddington, José Manuel Mendes, Luísa Cruz, Luis Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Márcia Breia, Maria Rueff, Marina Albuquerque, Nuno Lopes, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Rita Loureiro, Sofia Marques e Teresa Madruga.
Músicos Miguel Silva trompete, Bruno Sousa clarinete, Pedro Florindo ou Pedro Sampaio tuba e Marco Fernandes percussão(caixa, bombo e pratos).


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A teia da "aranha democrática" prestes a atacar de novo.

Antes que mais um jornalista, mais um livre pensador, seja corrido ( Manuela Moura Guedes, a primeira a ser varrida...)  , envolto num emaranhado confusionista de obscura demagogia pseudo-democrática, (Mário Crespo, democrata e óptimo jornalista, é o  próximo candidato a ser apanhado na "teia do poder democrático"), era óptimo que a justiça, um dos fundamentais "supostos" pilares da nossa democracia , funcionasse, dando ao povo a transparência da verdade e por arrastamento as suas consequências , punindo os infractores que minam sistematicamente o caminho do progresso e liberdade , por onde os pés justos da democracia desejam caminhar , sem encontrar sistematicamente as armadilhas que um dia a poderão obrigar a sucumbir, cansada e frágil de tanto engulho, no seu caminhar.

("Armadilhas" do caminho da democracia: corrupção, compadrio, tráfico de influências, promoção de baixos valores imateriais e materiais, promoção do facilitismo, da ignorância, da mentira, da usura, da coscuvilhice, atc,...etc,...itc.,...otc.,...utc.,......)


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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Um país adiado.

Depois do frio queremos o calor,

Depois da mentira queremos a verdade,

Depois da ignorância queremos a sabedoria,

Depois do ódio queremos o amor,

Depois da injustiça queremos a justiça,

Depois da guerra queremos a paz,

Depois da sombra queremos a luz,

Depois de um modelo de avaliação injusto queremos um justo,

Depois, depois, depois,…

Lutamos e lutamos, até à exaustão,

Depois, esperamos, esperamos….

Mas na terra do nunca fica tudo como dantes,

Acresce apenas a dor e o desencanto crescente.


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