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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

História com pés para andar a passear pela marginal da minha unha.

Copiado do meu ex blog “arco-íris-perdido”


2008/09/12

Ausência de empatia da pastilha elástica, a falta de

comunicação do papel higiénico , a incoerência de

critérios para distinguir o tintol do Sumol, a não

aceitação de críticas pelos eternamente criticados,

enfim...uf...a não existência de um clima tropical

favorável a umas sesta lamechas e à aprendizagem

da tabuada dos quadradinhos, e à relação afectiva

baseada nas ervilhas de soja, nos bombons e nas flores

cor de rosa, vai-se acentuando e "sufocando" tanto

a gata perneta, como o galo do talho, por

culpa de ambos.

Surge então um documento assinado, com a lista dos

peixinhos pequenos comidos pela gata perneta,

subscrito por umas linhas de costura, que foi

entregue pela vizinha invejosa da gata perneta quase

sufocada, à Josefina, cantora dos ratos, que, lançando um grito

à moda de fado, manda retirar a pastilha elástica seca,

e deitar ao mar o papel higiénico. O galo do talho dá

um último passeio em cima da gata perneta , mas com

a sua falta de jeito e peso, sufoca a coitada, de vez.

Deu assim o seu último suspiro, a gata , e atiradas as

suas cinzas ao mar, pode finalmente encontrar a paz infinita ,

junto do papel higiénico e da pastilha elástica,

um pouco fedorentos, mas...mesmo assim a fazer lembrar

o passado. O galo contente faz a sua última farra de tintol e

Sumol, e mais dia menos dia morreu, de tanto contentamento.

Fizeram-lhe uma estátua em barro que caiu um dia de cima

do portátil , que escorregou mas não partiu, da almofada

que estava por cima da TV , quando passava o anúncio

do cachorro que gostava de brincar com o papel higiénico.

Foi azar para a estátua de barro, pois a almofada só

esteve lá meio segundo.

Que giro!

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