Copiado do meu ex blog “arco-íris-perdido”
2008/09/02
Fui ver este filme, puxada por uma jovem pessoa.
Feito no laboratório de sucessos de cinema que se chama Hollywood
- é assim que se escreve?
È que já há muito tempo que não escrevo, esta palavra.
Uma pitada de amor, mais uma banda sonora de metais a ranger
e vidros partidos e "poc, poc, ....", ou "pum, pum, pum",
bom, não sei como traduzir as rajadas de balas , mais,
o eterno duelo entre as forças do bem e do mal, mais ...
uns carros que ao mesmo tempo são umas máquinas transformadoras
- a propósito, gostei , amei aquele carro que, se a necessidade apertasse,
se transformava em mota e assim fluía melhor entre o trânsito da cidade.
Sim, porque o batman, no campo, no meio dos pomares, hortas ,
galinhas, vacas , etc., sem trânsito, não teria o mesmo efeito,
que no meio das ruas escondidas pela sombra dos arranha céus ,
que tudo arranham , ..., continuando com os ingredientes, ...
mais umas manipulações fantásticas de imagens em computador ,
umas explosões em maquetas, e enfim, temos um filme mágico,
tenebroso, assustador, que nos prende a cada segundo.
Lindo poder ver o batman, a voar pelos céus, tentando salvar ,
ajudar os bons, mas sempre à margem da lei e dos poderes instituídos.
Sem máscara , homem solitário, ....
Bom, mas vamos falar do Joker, brilhantemente desempenhado
por um actor que na realidade se suicidou há pouco.
Ele era um homem mau , que não gostava de planear nada.
Fazia o mal , por instinto. Dizia ao procurador , senhor muito aclamado
pelo povo, que os do seu género adoravam planear tudo, e ficavam
muito felizes sempre que os planos corriam bem, mesmo que diabólicos.
Este joker todos fintava, todos matava.
E agora umas palavritas sobre os da máfia: assaltavam bancos,
faziam dinheiro no submundo, matavam, e matavam,
fintavam tudo e todos, e eram muitos.
Matavam-se também uns aos outros, para não terem que dividir
por muitos as riquezas. Engraçada aquela cena em que o
Joker lhes queima uma montanha de dinheiro , porque segundo
a sua opinião, eles não são bandidos a sério, como os de antigamente.
E ....o mundo da polícia, um mundo que "parece" atordoado com
tantos golpes e contragolpes das máfias. E uns tantos a
fazerem jogo duplo também. Uma confusão, esta polícia .
Tanta desconfiança neste mundo ficcional dominado pela
ganância de juntar milhões num só golpe!
Bom, vi poucas crianças no filme, e as poucas eram crianças
que correram o risco de serem mortas pelos maus, só para
chatear o pai, .... e as esposa e as namoradas,
também quase que morreram ...para chatear o marido...
ou o namorado.
Esta era uma cidade quase só de gente adulta!
Vi também pouco sangue, apesar da mortandade ser gigantesca.
Apenas ficaram bem patentes as queimaduras da cara do procurador,
e ele era lindo o rapaz: metade da cara ficou normal a outra
metade bom....só visto.
Sempre ouvi falar em máfias, até havia aqui há uns anos uma série
na televisão que se chamava o "Polvo", e que relatava as
peripécias que um juiz tinha de enfrentar para fazer frente à dita cuja máfia.
Gostei muito mas acabou.
Aqui há tempos ouvi no noticiário falar numa máfia em Itália ,
ligada à recolha do lixo, imagine-se... , que impediu que
uma cidade italiana de renome fosse limpa,
durante mais de um ano, creio.
Portanto , as máfias para além dos filmes, existem mesmo,
e por certo não só em Itália , talvez por todo o lado .
As máfias , são grupos organizados de pessoas, bem ramificadas
pela sociedade, que usam meios violentos, muita prepotência,
golpes sujos, para prosperarem como e onde lhes convém.
Claro que fazem vítimas...que contra eles pouco poderão ,
a não ser que lhe apareça um aliado , como aquele juiz, na
série " O polvo". Polvo , queria significar os tentáculos da própria máfia.
Adoro arroz de polvo, e sei cozinhá-lo a primor, .
Não gostei , não gosto deste tipo de filmes, como
" O cavaleiro das trevas".
Filmes destes parecem promover um mundo em que
uns tantos espertalhaços, musculados, e com armas na mão
dominam o mundo, tudo roubam, tudo matam.
Mesmo que no fim da história, o batman os ponha na mó de baixo,
o que é certo é que enquanto escapam a ele .
deixam atrás de si, um rasto de miséria e morte.
Prefiro, um mundo como ..., bom, bom, que filme é que eu vi
que possa contrapor a esta coisa? Já sei Bergman, é fantástico ,
qualquer filme dele é melhor que isto. Sem tiros sem golpes,
sem ganâncias, pelo menos foi assim com os últimos que vi.
Apenas uma luz sobre nós, e a entrar dentro de nós.
Uma luz como a da madrugada , uma luz de um sol tímido
a nascer lentamente numa praia , e as ondas do mar
a borbulharem mansinho , e nós, serenos, serenos,
...iluminados devagarinho pelo nosso mundo, e
sem medo de ...tiros.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
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