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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O cheiro da terra.

Copiado do meu ex blog “arco-íris-perdido”


2007/01/01

Ontem à noite, os foguetes da passagem de ano, foram lançados aqui bem perto do meu prédio. O meu cão, é claro detestou, ladrou nervoso, não parava, às volta sem saber onde encontrar o seu inimigo. Até o pêlo do dorso ficou todo em pé.

No ar ficou um cheiro intenso a queimado, que hoje de manhã quando fui passear o cão ainda dava para sentir. Aliás os cheiros da terra estavam intensos, o que é agradável pois este é o meu planeta. A terra está muito húmida nesta época do ano, e nesse estado liberta muito cheiro, muito característico, inconfundível com o cheiro de qualquer outro planeta.

Li ontem a crónica de Lobo Antunes na Visão e adorei. Li também o livro de Carolina Salgado e também gostei. Ela não é nenhuma tonta e explica-se muito bem. As autobiografias são um género de que eu gosto também são história com H grande nela se denotam claramente os valores, costumes de cada época. A autobiografia de Maria Filomena Mónica também é fantástica.

Qualquer dia começo a minha, cujas primeiras linhas podiam ser assim:

Nasci a 24 de Maio de 1954 na Póvoa de Varzim. A minha mãe contou-me que durante a sua gravidez, tinha diariamente que fazer alguns quilómetros a pé , pois a escola onde dava aulas, ficava distante da paragem de autocarro, (ou comboio , já não me lembro ) onde saía diariamente. Nessa altura as mães depois de darem à luz, tinham salvo erro apenas uma semana, ou pouco mais para descansar em casa. Ainda hoje isso me revolta.

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