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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Que vão para o diabo que os carregue...

Copiado do meu ex blog “arco-íris-perdido”


2007/01/15

Os padres deste país não sabem o que dizem do aborto: se eles casassem, concebessem filhos, e tivessem que os criar aí sim, dava-lhes alguma credibilidade quando falassem em assuntos que tem a ver com a procriação.

Se gostam tanto da vida e se a podem criar porque não o fazem? Ao não casarem, ao não fazerem filhos, impedem que venham ao mundo muitas pessoas.

A verdade é que muitos padres tem filhos ( poucos...)....não assumidos, ou assumidos clandestinamente.

Gosto da figura de Cristo e da sua influência, mas a Igreja Católica é uma instituição museológica, com valores do passado. Um passado em que se considerava a mulher como sinónimo do pecado. Só quando dava à luz, é que tinha piada. Fora isso era a encarnação do diabo.

E ainda hoje é, pois só assim se compreende a razão pela qual as mulheres não podem ser sacerdotisas.

Gostava que Cristo voltasse: por certo ele compreenderia a desespero das mulheres que muitas vezes não tem condições psicológicas ou económicas para criar um filho , muitas vezes sozinhas, outras vezes prestes a serem abandonadas ou violentadas , se ousarem prosseguir com a gravidez.

Os padres quando falam do aborto são demasiado simplistas. E isso é imperdoável.

Acredito em Deus , não nos padres, ou melhor, na sua grande maioria.



Margarida, a não querer ouvir padres

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