Copiado do meu ex blog “arco-íris-perdido”
2008/06/24
Vem, Noite antiquíssima e idêntica,
Noite Rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio, Noite
Com as estrelas lantejoulas ràpidas
No teu vestido franjado de Infinito.
Vem, vagamente,
Vem, levemente,
Vem sozinha, solene, com as mãos caídas
Ao teu lado, vem
E traz os montes longínquos para o pé das árvores próximas,
Funde num campo teu todos os campos que vejo,
Faz da montanha um bloco só do teu corpo,
.../....
Poema : "Dois excertos de odes (fins de duas odes, naturalmente) in "Poemas de Almada Negreiros, Mário de Sá Carneiro, Fernando Pessoa ditos por Germana Tânger" Assírio e Alvim
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