Fico muito assustada quando vejo Paulo Portas a defender a autonomia das escolas. Imagino logo escolas com uma linha orientadora a nível de, teorias filosóficas, religiosas, linhas estéticas oficiais para as artes, tudo passadista e conservador concerteza, mais ou menos dissimulado, de acordo com o poder autónomo escolar, etc. .... e toda uma consequente organização, gestão de pessoal, em função de um perfil profissional mais adequado a esse enquadramento ditador .
Ainda temos em todo o território nacional, programas disciplinares que apelam a um espírito crítico perante o mundo, a um agir transformador e criativo, e é bom que assim se mantenham.
Na Europa, nomeadamente em França, começam a haver claros sinais sobre o "desenho"de uma concepção rígida do que é um país perfeito só aberto a seres humanos de "determinada qualidade"; no terreno tem havido claras acções de intolerância para quem sai desse quadro, expulsando por exemplo os ciganos do país. França que foi berço da Revolução Francesa, parece agora ter um clone que cada vez mais se assemelha a um ditador fanático: Sarkozy.
Está aí, primeiro de mansinho com pezinhos de lã, a mordaça, a intolerância. Estejamos atentos a defender o direito às várias identidades da família humana, o direito à nossa biodiversidade.
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
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