Como é que correu: ambos os candidatos estavam bem informados . Francisco Lopes atribui muitos dos problemas aos tratados económicos, (que a maioria de nós desconhece infelizmente em concreto o conteúdo), Manuel Alegre foi mais além para esclarecer a crise falando na especulação financeira, etc., aí Manuel Alegre pareceu-me mais à vontade que Francisco Lopes. Francisco Lopes repetiu-se um pouco, ou mais que isso, e tentou entalar Manuel Alegre devido às suas responsabilidades por ser do PS, no entanto Manuel Alegre demonstrou que tem voz própria e que muitas vezes discorda do PS, lembrando que a sua candidatura não é de um partido mas unipessoal. E com determinação afirmou-se europeísta, mas apologista de uma outra Europa mais solidária.
Aliás é de frisar a forma absolutamente adequada como Manuel Alegre constrói o seu discurso unitário, sabendo-se que tem o apoio da esquerda à esquerda do PS; também foi fácil ler nas entrelinhas e nisso tiro o chapéu (feminino) a Francisco Lopes , quando ele disse que Manuel Alegre tem mais hipóteses que ele de ir à segunda volta.
Bom, não se trata de dizer quem venceu ou não mas de ver as diferenças, Francisco Lopes tem um ar demasiado rígido, o que é pena pois o PCP poderia ter-se renovado, tinha quadros para isso mas recusou fazê-lo; vê-se por ele que o PCP está mais parecido com o passado do que com o futuro; Manuel Alegre traz as convicções do passado de lutador político e social, mas é mais abrangente, unificador e é a charneira para o futuro , diria mesmo que neste momento de crise nacional e internacional é o patriota que nos pode unir a todos para não nos afundarmos .Notou-se isto tudo no debate.
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domingo, 19 de dezembro de 2010
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