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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Uma perspectiva do meu olhar.




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Posted by Picasa

domingo, 28 de novembro de 2010

Fiquei sem saber quem é Mariza.

Marisa canta para todos: os esfomeados, injustiçados, despedidos, ladrões, corruptos, trabalhadores, preguiçosos, honestos, desonestos, solteiros e felizes, solteiros e infelizes, casados e felizes, casados e infelizes, moribundos, acabados de nascer, vagabundos, turistas de luxo, cientistas e mulheres da limpeza e homens também, traficantes de droga e consumidores, polícias e militares revolucionários e contra revolucionários ou apenas obedientes, outros artistas ou pedreiros, adolescentes monstrinho e arrogantes e outros certinhos, e adultos arrogantes e parvinhos e outros certinhos, canta e encanta Marisa na polis, com problemas resolvidos e outros por resolver. Na polis grega, berço da nossa civilização os cidadãos discutiam entre si a melhor maneira de fazer política para resolver os problemas, mas no mundo de Mariza as opiniões políticas são só para a hora do chá com a família. Depois de ouvir a entrevista de Mariza na TSF, mesmo sem querer vou incorporar estes cuidadinhos todos que Mariza tem, na sua voz quando a ouvir a cantar. Mariza  não quer ferir susceptibilidades,.... bom ficámos todos sem saber quem é Mariza e isso soa-me a falso. Uma voz se levanta mesmo no silêncio deste momento, em que só ouço as teclas deste computador: a voz de Carlos do Carmo parece-me mais inteira e a voz certa para se ouvir na polis de seres inteiros.

Há quem diga, um grande pensador cujo nome me esqueci, que o problema do mundo não tem sido dos que são a favor ou contra isto ou aquilo , mas sim da enorme e astronómica quantidade dos indiferentes. Mariza é um desses exemplares.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Estámos inocentes, eu e aquela árvore.Estámos à deriva.









Quero desenhar o que não vejo, porque  ... o que vejo já foi desenhado.
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V
Pfffffffffffffffff  ff f f f f f f f f f f f f f f f f f f f f f f f f f f f f f f  ...........ffffffffff   f !








Tinta da china pastel de óleo e écolines,2010.







   Canetas de feltro de dois bicos e águadas delas mesmas-2010.





 






Canetas de feltro de dois bicos e águadas delas mesmas,2009.







Canetas de dois bicos, lápis de grafite, lápis de cor e esferográfica,2010.







Esferográfica, canetas de dois bicos, lápis de grafite e tinta da china branca e preta,2010.






Lápis de grafite e caneta de dois bicos,2010.



São técnicas mistas quase todas acabadas de sair da minha alma flutuante, à deriva , à mercê de todas as tempestades da vida .A tendência é a assimetria .


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Fios de sol intangíveis, na caixa forte da minha alma.

Fios de sol nítidos, vindos da direcção de um mar Atlântico muito chegado, passavam por janelas baixas gradeadas com rendilhados de ferro, seguros. Por entre os raios de sol, passeavam notas de música, sons instrumentais absolutamente e rigorosamente alinhados com coros de assobios animados, vindos de uma telefonia sem fios. Naquela música a palavra não entrava, nem era preciso: deste modo sem código legível se falava de uma felicidade indescritível. Era um grande sucesso de então.


Aquela sala era assim, local onde tudo de fundamental acontecia, o sol muito próximo, desfeito em raios intangíveis, a música da felicidade, e uma tia poveira, solteira, nascida no Brasil mas regressada muito nova para viver sempre perto, muito perto das ondas do mar Atlântico. Os primos por perto. Estávamos felizes porque sim, com coisas simples, o amor, o afecto a música, a limpeza da casa num sábado de tarde, o sol e ...tempo para simplesmente viver na infância feliz, muito feliz.

Estes momentos, esta tarde na casa da minha tia, ficou e ficará guardada até ao fim dos meus dias, como exemplo da perfeição: é possível viver e estar perto de pessoas que nos amam e que nunca nos desiludem até ao fim da vida.

Na idade adulta conheci/conheço exactamente o contrário: muitos seres maus cujo único prazer é mostrar a todo o momento o ódio que nos tem. È deprimente que assim seja, que tenha crescido para ficar a saber que no mundo há mais maldade que amor. Estou extremamente selectiva nos meus relacionamentos, e na vida dá-me muito prazer intelectual / pessoal distinguir o certo do errado, simplesmente porque sei bem o que está certo , educaram-me para isso e eu aprendi.

Houve aquela tarde de sábado, em que nada aconteceu a não ser a felicidade absoluta numa casa perto da praia com raios de sol nítidos, uma música fantástica sem palavras e muita ternura vinda de pessoas que
souberam amar.

Continua a música e o sol, e algumas pessoas que vale a pena amar .O resto são memórias que só eu vejo, preciosamente guardadas na caixa forte da minha alma. Ninguém jamais me roubará esta riqueza.


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domingo, 7 de novembro de 2010

Todos os dias.

Todos os dias luto contra o tempo.Em apenas um dia quero meter toda a felicidade, resolver toda a tristeza, fazer as tarefas domésticas, inventar dinheiro que não tenho para projectos que por isso não poderei realizar, e preparar as aulas dos próximos dias.A luta é tão dura que por vezes fico com terríveis dores de cabeças, ou apenas da coluna, ou ainda e só um pouco mais deprimida.Isto tudo acompanhado por uma voz interior que me repete a toda a hora: vais receber menos ordenado. E eu lhe respondo, como é que vou esticar o dinheiro, é impossível, isto é surreal.Consolo-me olhando para o meu fôfo cão e tento roubar-lhe a existência feliz por uns instantes. Ele permite.
Isto tudo cabe neste domingo caseiro.
No concurso  "Ilustra o futuro" , promovido no ano passado pela ETIC, fui um das trinta melhores e tenho a foto da minha ilustração num catálogo. Uma ilustração em que os seres humanos estão tão, tão longe que não se vêem.
Tenciono começar a pôr seres levemente parecidos com os humanos nas imagens que crio.


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