Número total de visualizações de páginas

domingo, 28 de novembro de 2010

Fiquei sem saber quem é Mariza.

Marisa canta para todos: os esfomeados, injustiçados, despedidos, ladrões, corruptos, trabalhadores, preguiçosos, honestos, desonestos, solteiros e felizes, solteiros e infelizes, casados e felizes, casados e infelizes, moribundos, acabados de nascer, vagabundos, turistas de luxo, cientistas e mulheres da limpeza e homens também, traficantes de droga e consumidores, polícias e militares revolucionários e contra revolucionários ou apenas obedientes, outros artistas ou pedreiros, adolescentes monstrinho e arrogantes e outros certinhos, e adultos arrogantes e parvinhos e outros certinhos, canta e encanta Marisa na polis, com problemas resolvidos e outros por resolver. Na polis grega, berço da nossa civilização os cidadãos discutiam entre si a melhor maneira de fazer política para resolver os problemas, mas no mundo de Mariza as opiniões políticas são só para a hora do chá com a família. Depois de ouvir a entrevista de Mariza na TSF, mesmo sem querer vou incorporar estes cuidadinhos todos que Mariza tem, na sua voz quando a ouvir a cantar. Mariza  não quer ferir susceptibilidades,.... bom ficámos todos sem saber quem é Mariza e isso soa-me a falso. Uma voz se levanta mesmo no silêncio deste momento, em que só ouço as teclas deste computador: a voz de Carlos do Carmo parece-me mais inteira e a voz certa para se ouvir na polis de seres inteiros.

Há quem diga, um grande pensador cujo nome me esqueci, que o problema do mundo não tem sido dos que são a favor ou contra isto ou aquilo , mas sim da enorme e astronómica quantidade dos indiferentes. Mariza é um desses exemplares.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Powered By Blogger