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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Amália e uma pergunta que não consigo esquecer .

Salvo erro, fez ontem ou anteontem, 10 anos que morreu Amália.


Foi grande, por isso fez escola. È uma referência da Portugalidade assim como Camões. Bom que esteja no Panteão, representa bem o melhor que as mulheres e os homens Portugueses conseguem ser na cultura. Um dia longínquo, esperemos, Paula Rego também ali ficará bem.

Em adolescente não gostava de fado, agora gosto. Associava muito o fado ao cinzentismo do antigo regime e a tudo o mais que a cinzenta vida tem e tinha. Foi preciso viver nesta espécie de liberdade, e crescer, e ter um "fado" de vida para me aperceber, o quanto Português é o fado. È a nossa tristeza, é o nosso gostar de estar triste, é a nossa vida contra as marés da vida , a nossa sina, passada para canção. E Amália tinha a "voz" que fez o fado crescer, ganhar ainda mais dignidade no altar dos Deuses*.



Bom, mudando de assunto ou talvez não, porque será que na arquitectura portuguesa não ouvimos falar de mulheres arquitectas. Os meus alunos fizeram-me essa pergunta, e eu desafio arquitectas e arquitectos do meu país a falarem sobre isso. O fado da arquitectura não pode ser cantado pelas mulheres porquê ??????????? ??????????


*Nota : para mim Deuses são os imperfeitos humanos a fazerem o seu melhor.



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