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sábado, 13 de março de 2010

MEACP : a Monstra, a Eternidade e a Assertividade com as Coisas Passageiras....

Acredito na arte como reinterpretação humana, do que quer que seja que os humanos experienciem. Pôr uma ordem no caos humano, ignorá-lo, acentuá-lo , percebê-lo, enfim seja ele o que for. Não a compreendo sem o elemento de mudança: "mudam-se os tempos mudam-se as vontades, muda-se o ser , muda-se a esperança, todo o mundo é composto de mudanças" - Luís de Camões, o autor de uma das frases /lemas minhas preferidas. Outro dos meus lemas preferidos é uma colagem de uma frase que alguém criou acrescentada de algo meu: " È a falar que as pessoas se entendem" ( frase de autor desconhecido), a que juntei: "quando se querem entender".. Então fica assim :


" È a falar que as pessoas se entendem, quando querem entender"

Assim quando quero falar com alguém com quem quero falar digo :

È a falar que as pessoas se entendem , quando se querem entender. Queres entender-te comigo?" Se a pessoa diz sim , então falo e normalmente entendemo-nos. Se a pessoa começa logo com insultos e agressões já sei que ela não se deseja entender. Das duas uma : ou viro a cara e ignoro, e isso é uma bofetada de luva branca, ou ponho os pontos nos is, isto é digo-lhe de forma assertiva aquilo que realmente merece ouvir, porque uma coisa aprendi na vida: os sacaninhas, que gostam de pisar tudo e todos para se imporem , precisam de ser contrariados e de ver que há gente que deles não tem medo, e isso é um caminho que não é fácil para irem perdendo terreno para a sua caça ilegal. Bom , mas quem disse que a vida é um mar de rosas? E então os picos!!! Definitivamente os conflitos fazem parte dela. Da tempestade surge a bonança.

Bom , e a Monstra aí está, repleta de vitalidade e é um prazer ver como o cinema de animação português cresceu. Tirei um mestrado em cinema de animação em Inglaterra. Lá estive praticamente quase a ganhar um prémio de animação no "First bite competition" com um filme que realizei em conjunto com um ilustrador” Fast removals”. Tanto lá com cá, tive a oportunidade de ficar ligada ao reino inseguro da arte .Já que não tenho fortuna, nem ninguém a sustentar-me , optei pela segurança, sendo professora. Perdi tempo e estado de espírito sequencial para me dedicar exclusivamente à arte. Perdi fama que já tive, prémios e entrevistas, todo um foguetório que nunca me impressionou muito. Cresci mais na compreensão do que é o ser humano, e a ensinar cresci muito também como "artista plástica", simplesmente porque há sempre que aprender para ensinar. Perto dos 56 anos, cansada, ainda tenho sete turmas!!!!!!!!!!!!!! Uma filha já meia criada ( se escreve aqueles poemas...).

Finalmente , lentamente, saborosamente, detalhadamente , estou a fazer o meu muito pessoal filme de animação, fazendo tudo para que fique intenso, saboroso e belo, assim como que um bombom , que se desfazerá no coração de quem o vê. A música já existe e é linda. Estará pronto quando estiver, porque a hora de nascer é um momento muito especial, num dia qualquer, duma estação qualquer, dum ano qualquer, porque o julgamento de qualquer obra de arte é o do juízo final da eternidade....


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