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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A língua é viva, porque raio o artesanato não o há-de ser também.

Copiado do meu ex blog “arco-íris-perdido”



2009/05/16

Hoje em dia as casas são desenhadas por alguém com

A)  formação académica superior, os arquitectos/as

B)  apenas muita habilidade , sem formação superior


A roupa hoje em dia é desenhada por alguém com :

A) formação académica superior, os estilistas

B) apenas muita habilidade, sem formação superior


Os objectos industriais , funcionais, hoje em dia são desenhados por alguém com

A) Formação académica superior , os designers de equipamento

B) apenas com muita habilidade, sem formação superior


A comunicação visual nos mais diferentes suportes, desde as embalagens aos outdoors , filmes publicitários , etc, hoje em dia são desenhados por alguém com:

A) Formação académica superior . os designers de comunicação

B) apenas com muita habilidade , sem formação superior


O artesanato hoje em dia é desenhado e construido por alguém com :


A) formação académica superior, os artistas

B) apenas com muita habilidade, sem formação superior?

A noção antiga de artesanato , para mim significa acima de tudo a reprodução dos mesmos modelos, por artesãos, muitos deles autênticos mestres no domínio da técnica e na sensibilidade artística, mas pouco ou nada criativos. Havia óptimas excepções , como o caso de Rosa Ramalho que não se limitava apenas à reprodução de modelos , mas criava muitas outras peças novas, muito expressivas )

Mas os tempos mudam e já há muito surgiu uma nova noção, a de "artesanato contemporâneo": os seus autores tem grande parte das vezes formação académica nas artes e sentem-se mal apenas na pele de reprodutores do passado, aprenderam e gostam de criar , e as suas peças tocam muitas vezes o design, a escultura, a pintura etc.

Com a disseminação do ensino artístico no ensino básico e secundário é natural que a noção antiga de artesão e artesanato tenha mudado, a reprodução sistemática de modelos antigos é coisa do passado e encarada como "seca" por autores que gostam de acrescentar algo de novo, de acordo com o seu espirito inquieto , sensível à transformação da consciência estética/cultural pessoal e social.

Os modelos do passado são do passado, e há museus municipais por todo o país que continuam a ser o local ideal para perservar essa memória.

Por isso encaro com desconfiança este revivalismo que anda por aí em relação ao pensar e fazer antigo, que agora quer renascer o Museu de Arte Popular em Belém , Lisboa.

Hum...isto cheira-me a bolor....


...

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