Copiado do meu ex blog “arco-íris-perdido”
2009/06/02
È um pouco imprevidente atravessar-se todo um oceano sem barcos de reserva, insufláveis ou doutro género, se as cadeiras ou outros se empilham porque é que as aeronaves não levam uns barcos salva-vidas de reserva, empilhados uns nos outros.
È deprimente de mais a morte sobre o oceano em plena solidão , no meio da imensidão das águas profundas.
E porque é que são desenhadas estas rotas para aviões nos locais da atmosfera onde parece haver sempre grande turbulência.
E porque há dor,....
E porque morrem pessoas no meio da vida...
E ....
E...
E porque nos sentimos tão pequenos e frágeis perante um simples e traiçoeiro golpe acidental da "morte" .
Duzentas e tais pessoas como nós, dentro de um avião , um enorme pássaro de ferro, sem pernas, sem pára-quedas, sem anjos da guarda...sobre o oceano...sem vida....sem amor....na última viagem .
Iam lá crianças.
Uns dias antes uma menina foi de avião com a sua mãe biológica para a Rússia .Os pais afectivos que a criaram sofrem. A menina sofre. Imagine-se que a menina tinha ficado em Barcelos e um dia já crescida lhe diziam que a sua verdadeira mãe, aquela que a trouxe no ventre , partiu para a Rússia quando ela tinha seis anos abandonando-a .Ela sofreria muito com isso. Essa dor por certo seria maior que esta agora a de cortar os laços afectivos com os pais afectivos. A solução é continuarem os laços e a amizade entre todos.
Mas ficar no meio do oceano é bem pior.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
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