Copiado do meu ex blog “arco-íris-perdido”
2009/07/01
Ontem à noite, 30 minutos no telejornal da RTP1 sobre os coveiros. Brilhante. Agora frequentam cursos, talvez tirem vantagem das TIC para falar com eles os que se passaram para o outro lado, morreram, foram-se , esticaram o pernil, perderam o calor do corpo, ficaram frios. O coração deixou de fazer tic, tic tic ou noutros toc, toc, toc. O coração precisa de amor e vida descansada , fiz exames, o meu tem uma arritmia.
Dizia um coveiro: uma das vezes em que desenterrei um corpo, chorei mesmo, fiquei triste. Tratava-se de um senhor que eu conhecia mesmo bem, olhei para o retrato que estava na campa, e retirei os seus ossos , fazemos isso passados dez anos que o corpo foi enterrado. Ao que nós nos reduzimos ....ossos.
Entretanto a reportagem mostrou assim rapidamente de esguelha uns ossos desses que são retirados passados dez anos, e pude ver é mesmo só osso com manchas pretas devido à terra penso. As peças do nosso corpo ficam soltas.
È este o destino do corpo das vaidades e dos prazeres do cansaço da alegria e da tristeza e do grande amor. A vida é para ser vivida a cem por cento pois como podemos constatar lá em baixo na cova não se pode beber uma cervejolas fresca com marisco ao pé da brisa do mar , também não podemos ver a conta , não podemos fazer amor com a paixão da nossa vida nem podemos vestir lingerie sexy , pois não assentaria bem .
Morreu Pina Bauch,dá para ver que é uma artista da minha onda pois privilegia a expressão, coreografou e dançou o nosso drama, em cima do palco. Pôs lá aquela vida muito especial, aquela que não faz parte da morte, nem do passado. Aquele tic, tac que nos faz amar e sofrer.
Bela e eterna. Tal qual o outro senhor Michael Jackson.
domingo, 13 de setembro de 2009
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