Copiado do meu ex blog “arco-íris-perdido”
2009/05/17
Cristo rei abre os braços. A senhora de Fátima de olhos vagos, reza de mãos juntas.
Estas são as imagens religiosas portuguesas, mais carismáticas.
Expressão corporal desenhada à nossa semelhança?
Acho que não. Podemos ter uma vida "santa" , homens e mulheres fugindo dos estereótipos para que as imagens nos encaminham... (com boa intenção talvez????).
Em adolescente cheguei a pensar que devia ir para freira, não sei porquê mas parece-me que adivinhava que não me ia adaptar bem ao mundo que ia encontrar. Realmente revejo-me pouco na maior parte das cenas reais que vejo em sociedade. Mas há gente maravilhosa também, cá fora.
Não tenho nada de pessoal contra a religião. Fui baptizada, fiz a primeira comunhão quase toda vestida de cor de rosa, a cor da moda na altura, para meninas de seis anos. Uma saia plissada branca e um conjunto de malha rosa, tudo a estrear nesse dia. Sapatos brancos de fivela e meias cor de rosa disso já não me lembro. Tenho uma fotografia desse dia. Depois puseram-me uma vela na mão, eu como era muito obediente aceitei tudo. Depois virei rebelde. Disseram-me que era um dia muito especial. Confessei os meus pecados do costume: era gulosa, ia às escondidas ao açucareiro. Ia à missa aos domingos de manhã, chegava tarde não encontrava assento e ficava em pé lá atrás demasiado encostada ao resto das pessoas, pfff ...não gostava. Mas gosto de estar numa igreja quando tenho lugar sentada. Ultimamente tenho estado por causa de enterros. Bom, o que tem uma igreja de especial: um cheiro único, silêncio, uma arquitectura virada para o céu e muita arte, pinturas esculturas, etc. se as sedes dos partidos fossem assim talvez a política fosse melhor.
Sempre gostei da personagem histórica que para mim é Cristo: inteligente, pregador do amor, da justiça.
Bom, mas grandes amigos tinha ele na altura ....morreu pregado na cruz , só.
Para mim é essa a grande lição que ele nos deixou, nem na hora da morte passou para o lado do inimigo para se safar.
Vejo a Bíblia como um documento histórico, quase um livro de escrita poética.
Bom , é assim que eu gosto de olhar para estes assuntos...
Quanto a Deus, quem é que não chama por alguém quando se sente só e infeliz? Aliás é para esses que ele mais serve para dar consolo, nem que seja apenas uma construção dentro do nosso cérebro.
Deuses , demónios e auxiliares de ambos é o que na realidade nós somos todos.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
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