Copiado do meu ex blog “arco-íris-perdido”
2009/03/12
Estava eu deitada de tarde, a fazer uma sestazinha para aliviar a minha enxaqueca deprimente, e no rádio ao pé de mim toca Sérgio Godinho na TSF , com a canção "Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida". Canção forte, sentida, não só para mim como para o meu amigo de quatro patas: quando começa a música. o Kaku levanta-se da sua sesta na sala ao lado, sai de cima da sua manta verde e chega ao pé de mim e lambe-me as mãos. Estou grata ao Sérgio Godinho por ter feito esta canção, que tanto me tem acompanhado na vida.
Bom...de manhã fui até à Costa da Caparica apanhar sol e cheirar o mar salgado . Bom cheguei lá e disse para os meus botões , que é isto, um muro cinzento enorme !!!!!!!!!! Que horror, pensei eu...mas lá entrei para o lado de lá do muro e cheguei rapidamente à conclusão, que aquilo faz parte das obras de protecção da costa, por causa do mar . Os bares e restaurantes estão giríssimos , tudo arrumadinho, a Costa está a ficar chiquérrima, adorei passear por lá, sentei-me num enorme pedregulho num dos paredões a ouvir os splashes e splashezinhos de um mar calmo. Surfistas eram aos montões, o mar fica lindo com estes "sereios" contemporâneos, que já não são para a minha idade. Na minha idade , agora quero é paz e sossego! E respeitinho.
Bom depois regressei a casa, e antes da dita sestazinha olhei um pouco para a TV, e chorei o que é raro, frente à televisão, eu explico: Júlia Pinheiro estava a contar a história verdadeira ( o livro saiu agora) de uma senhora do início do séc. XX, filha do fundador do DN, que vivia num palacete , mas que deixou tudo para viver um amor a sério em vez de um casamento de aparências. O ex, diligenciou para que vários médicos passassem um atestado de loucura (louca /lúcida), até assinado pelo nosso prémio Nobel, Egas Moniz, (ah...ai que raiva...), e a senhora é internada numa casa de loucos, e o seu amor preso. Bom e estava eu emocionada com esta história quando vim a saber que foi a sociedade Portuense que lhe deu a dignidade tratando-a como um ser humano, Um advogado do Porto (Bernardo...) defendeu-a gratuitamente, e ela no Porto pode viver numa casa , e ter uma vida normal. Adelaide era esse o seu nome escreveu livros como este, "Louca, não e não" Chorei ao saber que foi o Porto que lhe deu a mão, é que eu nasci a 23 km de lá. Grande Porto, avançado para o seu tempo!
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
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